quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

só um pouco de mim.

(bem, tá enorme eu sei. mas foi pra professora de Filosofia e vou ficar super feliz se vocês tirarem um tempinho pra ler e depois dá opinião, sou igualzinha Nana, totalmente sem auto-confiança. :/) 


Proposta:
Escreva sobre você: um pouco de sua história, seus gostos, desgostos, defeitos, qualidades, sonhos, outros aspectos que você queria registrar.

Há muito tempo, fiquei pensando em quem sou no que eu faço, no que eu gosto e nas coisas que eu não gosto. E sendo sincera, não cheguei a lugar algum. Definir-me parece ser a coisa mais complicada deste mundo. Porque por muitas vezes penso ser quem não sou e por outras tantas, tenho certeza que sou aquilo que acho que não sou. Complicado, não? O difícil mesmo é chegar ao um conceito. E como já diria meu querido Cazuza: “ Nunca tive medo de me mostrar, você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra, por mais que se perca no caminho.”  Talvez, me defina bem parecido com o Cazuza e, só pra constar, o amo.
Assim como amo os livros, a poesia e como amo as pessoas a ponto de morrer de medo de algum dia perdê-las. Amo Clarice Lispector, amo ‘A menina que roubava livros’, amo A Monalisa, amo Cartola, Anna Frank, Chico e tantos outros que me encantam só pelo fato de existir. Sou apaixonada por minha mãe, não só porque ela é Rose Santana e porque é loira dos olhos claros, mas a amo porque sou igual a ela, mesmo lutando todos os dias para não dizer isso (parece meio bobo, eu sei.) E mesmo com todas as brigas, devo admitir que eu amo a professora de matemática do raciocínio lógico e rápido e de dar inveja, que nessas horas boas não sou nada parecida com ela. Amo o Coroa, o César. Que de cor e de personalidade é igual a mim. Gênio forte. Bico grande, dengo grande. E todas as milhares de qualidades e dos defeitos meus, grandes. Amo o grande, o gigante, o insuportável, o irmão mais velho, que é obcecado por Alpino e  por ‘comer água e pegar uma nega’, aquele que sigo, que vejo, que admiro, e que sem o segura senão eu ‘Caio’, não seria nada. Amo meu signo, Leão.
Sou maluca, isso eu afirmo sem qualquer medo. Quer dizer, não tenho grande certeza sobre isso, mas alguém baiano que ama passar madrugadas vendo as escolas de samba do Rio de Janeiro, que ama Sampa e Brasília na terra em que vive, é maluca. Sou maluca por gostar de qualquer tipo de música, inclusive aquelas que o lobo mau diz a chapeuzinho que vai comer a pobre coitada, e aquela mesma que diz que ‘ ela é uma cadela’. Ou então, porque passo horas do dia escutando o Belchior ou Caetano Veloso, quem sabe mesmo até o Pe. Fábio. Sou maluca por dizer abertamente os meus sentimentos, sem medo de machucar alguém e, por vezes, me arrepender por machucar milhares de ‘alguéns’. Sou maluca por adorar andar pelo meio da rua. Por tomar banho no super quente. Por dizer nada com nada. E pedir um ‘micel’ emprestado.
E sabe do que eu não gosto? Eu não gosto de falar errado sem querer. Simplesmente o-de-i-o futilidade, odeio inveja, odeio como os homens são todos iguais. E como sou uma besta por me apaixonar por T-O-D-O-S eles. Todos mesmo, sem qualquer excessão. Odeio o preconceito, mesmo ingênuo, pelas pessoas que tem opinião sexual, cor, classe social diferentes ou que são simplesmente diferentes. E odeio o julgar, o ser julgado. O não respeitar. O não ser. Odeio pessoas que vivem de aparências. Que sobrevivem pelo o que são exteriormente, e esquecem da jóia que são interiormente. Odeio AMAR festas. E querer estar em todas elas, apesar de saber que quase nunca querer é poder (minha mãe que diga isso...).
            Queria andar em um Cross Fox e poder dizer o quanto sou linda e absoluta igual à Stefhani. Tá, nem tanto. Mas queria mesmo poder dizer que sou um ser lotado de qualidades (e de defeitos) abertamente. Que sou inteligente e resolvo problemas matemáticos como ninguém, que sou morena dos olhos verdes e os seres da minha família me matam por eu ter carregado os genes bons. Dizer que tenho cabelos cacheados, mas que agora são lisos porque já inventaram mil escovas de vários tipos e sabores. Dizer que sou leitora, escritora e que apesar de tudo isso, não gosto de nada que escrevo. Dizer que acho nada de mais trocar de namorado igual troca-se de roupa e que não me importo se às vezes faço isso.  Dizer que sou católica, muitas vezes porque minha mãe quer, mas não queria mesmo ser isso, afinal, passei longos dias pensando que nunca recebi uma prova concreta que Deus pode tudo e que as coisas vêem do céu. Dizer que adoro meu pai ‘mudando’ para o Budismo, porque descobri nesta nova religião uma fé diferente que vem de dentro do coração, do meu coração e das forças que tenho comigo, só comigo. E, deixando o melhor pro final, sou torcedora do melhor time do mundo, claro, o Fluminense Futebol Clube.
            Meu primeiro defeito é ser bastante modesta (rs). E o segundo... Bom, na verdade, depois do segundo, daria para fazer uma lista de quase mil páginas dos meus defeitos. Começaria de cara dizendo que meu defeito principal é achar que mando nas pessoas. Achar que tenho poder sobre elas. Depois, falaria o quanto sou líder. E que converso mais que a “nega do leite”.  Sou ‘miguezera’ e indaga pura (não me pergunte o  que é isso, mas meu irmão vive dizendo isso sobre minha pessoa.) Quanto acho que ser popular é um defeito, porque as pessoas acabam sabendo mais que você sobre sua própria vida. E também sou chata, inquieta e prosa ruim (em excesso) e sou neurótica com certas coisas. Sou muito mandona e naturalmente muito bruta. Tá, chega de dizer sobre o meu lado negro da força.
            Meu sonho é casar com Pê, porque já fizemos um trato e combinamos que eu vou sustentá-lo, e ele vai ser apenas dono de casa. E eu fico com a parte legal da coisa. Viajo pra mil lugares a trabalho, crio coisas incríveis pra salvar vidas (detalhe: vou ser médica, daquelas bem famosas e incríveis que todo mundo quer pra cuidar de seu coração, outro detalhe: vou ser cirurgiã, CARDIOLOGISTA!), vou ter minhas 4 filhas lindas e com minha cara, morenas e de olhos claros, um menino, a cara do Pê, por que ele merece um menininho pra jogar futebol e ser vascaíno, mesmo eu tendo certeza de que ele vai preferir levar todas as nossas menininhas pro altar pra o cara certo ( isso foi bem fofo né?). Antes de mais nada, eu tenho que confessar: só tenho 14 anos e meu maior sonho mesmo é A FESTA de 15 anos!  
            Acho que é SÓ isso que tenho a declarar, by the way, esqueci de dizer, my name is Alice Ferreira Santana, Lice-Linda pr’os mais íntimos.

=*