segunda-feira, 14 de setembro de 2009

memórias.

Lá vêm de novo tudo como uma memória. Estava pensando onde tudo começou, e onde tudo terminou. Na verdade, começou há quase 10 anos, tão fraca, tão pequena, como uma pluma em meio aos céus, éramos apenas e somente conhecidas, coleguinhas do pré. O tempo passou, e naturalmente, tantos anos de convivência, deveria render alguma coisa. Este ano, a poucos meses atrás, houve um ápice. Bendito ápice que eu não fazia nenhuma questão! Ou melhor me interpretando, que agora eu não faço.
(...)
Confiei em você, guardei teus segredos, contei os meus, esperava apoio. Tiramos fotos, fomos protagonistas de alguns sonhos, fizemos metas, traçamos desejos... tantos desejos que pensamos juntas! Marcamos uma viagem de 15 anos, uma de 16 e 16.5, tantas outras coisas que fizemos. Nossas resenhas, festas, companhias, apenas você. Realmente, cabeça de homem é complicado! Mexer com gente, não é nada fácil... Durou apenas meses.

E hoje você não significa mais nada. Literalmente, nada. Tudo bem, você mesma disse que quem colhe, planta. Mas eu fico pensando em quais lições você tirou... O que mudou sua vida em me diminuir, e principalmente, onde você achou que conseguiria chegar. Como nunca mais vou ter coragem de olhar nos teus olhos, eu mesmo respondo as variadas perguntas que rondam meu juízo, você não tirou lições nenhuma, não chegou a lugar nenhum, e principalmente, só se diminuiu. Há milhares de coisas que ainda precisavam ser ditas, milhares de palavras que queriam ter saído, milhões de pulsações do meu pálido coração, a raiva da minha mão apertada e fria. E os sentimentos que afloravam minha pele.
Apenas me calei depois de tudo. Apesar do meu coração não estar calado e quieto.
Ainda não há perdão e se depender de mim, não haverá. Apartir de hoje, eu decreto, não sou, e não quero ser, sua colega de sala, melhor amiga por três meses, e principalmente conhecidas de infância.

Além de tudo, a maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, ou fazendo média, pra conseguir amigos, é que nós estamos muito mais preocupados com o que os outros acham sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.

E um dia você me perguntou se eu me importava com o que falavam de mim, e a minha resposta é que durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

' Baby, eu lamento! Mas não tenho tempo, pra sentir as tuas dores. As minhas eu já não agüento,
minha vista torta já não se importa, não me conte um bando de mentiras quando eu for fechar a porta...'
Cazuza (L)


AMANHÃ É ANIVERSÁRIO DA MAMÃE! ♥
ah, desculpas a quem anda lendo meu blog, tive que dizer tudo que estava preso, mais os sentimentos e o coração partido de baixo, continuam os mesmos. ;/

3 comentários:

  1. Meu Deus, Cinha.. você não para de me surpreender!
    enquanto eu lia achei que pudesse ser algum texto de algum grande escritor.. quando cheguei ao final e vi que tinha sido você, tive que rever meus conceitos..
    Esse sim foi o melhor.. você só evolui.. e quanto mais você escreve mais eu consigo entrar na sua história e sentir o que você sente.
    beijo.

    Ps.: vou escrever hoje.. e sobre sua mãe.. eu sei do texto que você escreveu pra Cesinha no aniversário dele.. você não precisa de mim pra ganhar inspiração!

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  2. respondendo..
    1) eu não achava que você pudesse escrever melhor do que aquele ultimo texto! Não, eu achava que você podia.. mas não que ia ser assim! PÁ, no próximo texto.. como se sua inspiração não tivesse fim.. como se você pudesse MESMO descrever como alguem dá nó num pingo d'água, literalmente.. tá me entendo? você colocou em palavras o que o coração lhe falava, e traduzir o que ele fala, é bem dificil pra maioria das pessoas!
    2) eu, sinceramente, achava que você escrevesse por escrever.. e pra mim escrever é mais que só escrever.. é sentir aquilo, entendi? mas você não só escreve sentindo, como sente o que escreve e MELHOR, faz a gente, que lê, sentir o que você sente.. o que é espetacular!

    respondido, gata?

    Ps.: HOJE EU ESCREVO ALGO.. E SE NÃO POSTAR HOJE, POSTO AMANHÃ DE MANHÃ!

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  3. Gostei bastante desse texto. Li os outros também, mas nesse eu senti sentimento (?). Tipo, parece que foi alguém de verdade que escreveu, entende? Não né? shahsauhsau :)

    Enfim, gostei tanto que tirei um trecho e escrevi me baseando nele. Olhe lá no meu blog, e parabéns. :*

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