quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Falai muito é uma das instruções.

Me encanto com Clarice Lispector. Apesar de algumas inúmeras vezes não entender nada que ela quer transmitir, não importa. Ela continua me encantando.
Alguns dias atrás a professora mandou ler o livro Felicidade Clandestina, porém minha sala preguiçosa e sem um pouco de cultura, implorou pra ela cobrar apenas algum conto deste livro. Foram divididos grupos, o meu grupo só pra reclamar menos, pegou o conto maior, chamado O ovo e a galinha. Precisei gravar inúmeras falas que repetem na minha mente a cada segundo. E que falo pra qualquer ser vivo que aparece na minha frente... Mas não é isso!
O que me encantou não foi exatamente o conto em si, porque ele não passa de confusões e dúvidas da mente de uma mulher, que considera o ovo ou a galinha formas de ver a vida. De se amar, de se falar... De sentir! Ou até mesmo de ir a lua. Clarice é louca! Ao mesmo tempo que ela diz que ter uma casca é dar-se, ela fala que a galinha veio antes que o ovo. Pois bem, tirando todas essas confusões, eu achei uma lição de moral. Que todo mundo devia levar na vida.
Não só eu, como a professora e os alunos que conseguiram compreender a nossa explicação. Na verdade, não é que Clarice seja maluca, ou até mesmo que ela esteja em dúvida de um ovo, ou uma galinha. O ovo, na nossa vida, parece mais com um subterfúgio. As vezes parece que a representação da vida e da nossa liberdade depende de uma atenção de uma essência, ou a própria essência. Após muitas considerações que fiz, algumas ideais que passaram na minha mente, cheguei a conclusão que no fundo nos não conseguimos eliminar totalmente nossa vontade de ser aquilo que nunca seremos e muito menos a nossa consciência, que algumas vezes parece estar louca e culpada, por algo que não foi feito.
E hoje coloquei no Blog de Thais que nunca o ser humano procura diminuir alguém inferior a ele, sempre procuram pessoas superiores, nem que seja na forma de vestir... Para tentar se mostrarem superiores. (?) Se é que me entendem. Na verdade, isso muito vezes não acontece, porque nós usamos disto para crescer e elas conseguem se diminuir mais ainda. Impressionante! Não é Thais? Mas voltando aqui ao que venho falar, pessoas, seres, adolescentes, maracujás e julianas [como diz Nana] tentem não se diminuir ao tentar diminuir os outros. A vida se forma por ações que nos próprios plantamos, por aquilo que nos iremos colher. As vezes estamos tão atordoados, a pensar no que fizemos no passado ou o que irá acontecer no futuro, que se esquecemos de viver algo que Deus no deu chamado de 'presente'.
E agora venho terminar com meu querido, amado e único Pe. Fábio de Melo que dizia: Não importe o quanto você erre, aceite de Deus esta nova página de vida que tem nome de hoje, quando os erros cometidos são demais, virem a página.
Boa sorte, pra quem anda precisando vira-lá. E sucesso pra quem conseguir ao menos fazer isto.

' Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...'
(Hoje recebi três visitas lindas, Nana, Matheus e Bella, meus amores repitam isso mais vezes... E ah, chuva, chuva! Ilumine esta cidade quente! )


2 comentários:

  1. o falai muito, pode não ter lógica. mas a lógica não é minha, é de Clarice.

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  2. aaaah, Clarice é loooouca! e você viajou com ela nesse texto! eu viajei junto, mas pra outro lado.. não assimilei muita coisa, sei que você baixou o seu lado Lispector e viajooou! mas é ótimo fazer isso as vezes. :)

    adorei a parte que você foi falando ' pessoas, seres, adolescentes, maracujás e julianas ', ficou ótimo, puxou um assunto tão diferente e me fez rir comigo mesma.. adoro mesmo como você coloca as coisas, linda!

    ' falai muito é uma das instruções ' nunca vai ter lógica na minha cabeça! só na de Clarice mesmo! ^^

    e ótimo foi te ver hoje! ^^
    Beijo, prima!

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